Dijsselbloem: álcool, mulheres e mentiras…

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Dijsselbloem: álcool, mulheres e mentiras...
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Caro Dijsselbloem, decerto que andas enganado em muitas coisas ou andas a tentar tapar o sol com a peneira, mas este é um termo dos países do sul e por isso não deverás entender o que dizemos por cá.

Mas deixa que te diga assim umas quantas coisas acerca dos países do sul, ou os países periféricos como os nórdicos dizem acerca dos PIGS, mas vamos ao que interessa. É pá, nós não podemos gastar o dinheiro só em mulheres e álcool.

Sejamos sinceros, achas que com o ordenado que o Zé Povinho ganha pode gastar o dinheiro em álcool e mulheres? Sabemos que gostamos muitos de mulheres, e também há aqueles que gostam de homens, mas esses respeitamos. Só não respeitamos estupidez…

E por falar em mulheres, já reparaste nas mulheres que fogem do teu país para o nosso à procura de homens, especialmente no verão? E duvido que estes lhes paguem alguma coisa.

Até porque para gastar dinheiro com mulheres é no teu país, sim, na Holanda onde as costumas ter em montras e como Ministro das Finanças, deve-te passar pelas mãos muito dinheiro proveniente desse negócio.

E falando do dinheiro que gastamos em álcool, admito que gastamos algum, mas é mais em vinho, mas o vinho faz bem ao coração e assim damos menos despesa à máquina do Estado por causa dos nossos problemas cardíacos e além disso, protegemos o trabalho dos nossos agricultores.

Pois é Dijsselbloem, ou lá como te queriam chamar, vejo-me à rasca para pronunciar o teu nome, no entanto no teu país a bebida preferida é o leite. Sim, aqui também bebemos leite, mas é mais ao pequeno-almoço para misturar com o café. Fora isso, esquece, não bebemos leite.

Mas olhando para o passado, desde que comecei a trabalhar e ainda era um jovem, ocupava as minhas férias escolares para tomar conta de malta do teu país e de outros países nórdicos, pois eles só queriam álcool para aliviar do stress de um ano de trabalho e elas queriam homens de países do sul para aliviar de um ano sem homens. É estranho, não é? Mas é verdade.

E ainda recentemente conheci um paisano teu, que decidiu vir morar para Portugal e as únicas palavras que sabia dizer em português era a marca das cervejas do nosso país.

Mas fora isso, já viste a quantidade de dinheiro que a malta do teu país gasta naqueles cafés, agora restritos a estrangeiros, onde vendem umas coisas que fazem o pessoal rir de forma estranha e onde se podem fumar umas brocas em liberdade?

Nós por cá temos umas tascas tradicionais, abertas a todos, onde se bebem uns martelos, joga-se à sueca e podemos rachar lenha.

Apesar de tudo não fiquei muito admirado com o que tu disseste por causa dos países do sul, já há três anitos tinhas acusado o Junkers de beber uns martelos jeitosos. Só há uma coisa que me deixa desconfiado… Será que és tu que andas a beber e depois acusas os outros, para toda a gente olhar para eles e tu poderes praticar desporto mais tranquilamente? Sim, levantamento do copo já é considerado desporto.

Pois é assim a vida meu caro Dijsselbloem, e acredita que ficas caro à malta, pois tens uma coisa extremamente comum a alguns portugueses, e apesar de seres do Partido do Trabalho, trabalhas pouco.

Em quase 20 anos no Parlamento Holandês, depois mais uns quantos no Parlamento Europeu e agora como Ministro das Finanças do teu país e presidente do Eurogrupo, também temos cá desses trabalhadores.

E depois, parece que não conseguiste acabar o Mestrado mas que te intitulaste Mestre em Economia Empresarial até seres apanhado e obrigado a tirar isso do teu curriculum. Mas deixa isso para lá, afinal desses também temos por cá.

E só para terminar, sim, podemos ser meias lecas e barrigudos ao pé dos esbeltos e elegantes nórdicos, mas as mulheres do teu país preferem-nos assim porque dizem que somos mais afáveis, quentes e carinhos.

Ah… Dijsselbloem, obrigado por unires os portugueses, até parecia que tínhamos ganho novamente o europeu… e até a oposição se uniu à gerigonça.

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